Tuesday, May 31, 2011

Funcionários Públicos

Dominique Strauss Kahn foi eliminado por ameaçar a elite financeira mundial

"Dominique Strauss Kahn foi vítima de uma conspiração construída ao mais alto nível por se ter tornado uma ameaça crescente aos grandes grupos financeiros mundiais. As suas recentes declarações como a necessidade de regular os mercados e as taxas de transacções financeiras, assim como uma distribuição mais equitativa da riqueza, assustaram os que manipulam, especulam e mandam na economia mundial.

Não vale a pena pronunciar-nos sobre a culpa ou inocência pelo crime sexual de que Dominique Strauss Kahn é acusado, os media já o lincharam. De qualquer maneira este caso criminal parece demasiado bem orquestrado para ser verdadeiro, as incongruências são muitas e é difícil acreditar nesta história.

O que interessa aqui salientar é: quem beneficia com a saída de cena de Strauss Kahn?

Convém lembrar que quando em 2007 ele foi designado para ser o patrão do FMI, foi eleito pelo o grupo do clube Bilderberg, do qual faz parte. Na altura, ele não representava qualquer "perigo" para as elites económicas e financeiras mundiais com as quais partilhava as mesmas ideias.

Em 2008, surge a crise financeira mundial e com ela, passados alguns meses, as vozes criticas quanto à culpa da banca mundial e à ao papel permissivo e até colaborante do governo norte-americano. Pouco a pouco, o director do FMI começou a demarcar-se da política seguida pelos seus antecessores e do domínio que os Estados Unidos sempre tiveram no seio da organização. Ainda no início deste mês, passou despercebido nos media o discurso de Dominique Strauss Kahn. Ele estava agora bem longe do que sempre foi a orientação do FMI. Progressivamente o FMI estava a abandonar parte das suas grandes linhas de orientação: o controlo dos capitais e a flexibilização do emprego. A liberalização das finanças, dos capitais e dos mercados era cada vez mais, aos olhos de Strauss Kahn, a responsável pela proliferação da crise "made in America".

O patrão do FMI mostrava agora nos seus discursos uma via mais "suave" de "ajuda" financeira aos países que dela necessitavam, permitia um desemprego menor e um consumo sustentado, e que portanto não seria necessário recorrer às privatizações desenfreadas que só atrasavam a retoma económica. Claro que os banqueiros mundiais não viam com bons olhos esta mudança, achavam que esta tudo bem como sempre tinha estado, a saber: que a política seguida até então pelo FMI tinha tido os resultados esperados, isto é os lucros dos grandes grupos financeiros estavam garantidos.

Esta reviravolta era bem-vinda para economistas progressistas como Joseph Stiglitz que num recente discurso no Brooklings Institution, poderá ter dado a sentença de morte ao elogiar o trabalho do seu amigo Dominique Strauss Kahn. Nessa reunião Strauss Kahn concluiu dizendo: "Afinal, o emprego e a justiça são as bases da estabilidade e da prosperidade económica, de uma política de estabilidade e da paz. Isto são as bases do mandato do FMI. Esta é a base do nosso programa". Era impensável o poder financeiro mundial aceitarum tal discurso, o FMI não podia transformar-se numa organização distribuidora de riqueza. Dominique Strauss Kahn tinha-se tornado num problema.

Recentemente tinha declarado: "Ainda só fizemos metade do caminho. temos que reforçar o controlo dos mercados pelos Estados, as políticas globais devem produzir uma melhor distribuição dos rendimentos, os bancos centrais devem limitar a expansão demasiado rápida dos créditos e dos preços imobiliários Progressivamente deve existir um regresso dos mercados ao estado".

A semana passada, Dominique Strauss Kahn, na George Washington University, foi mais longe nas suas declarações: "A mundialização conseguiu muitos resultados...mas ela também um lado sombrio: o fosso cavado entre os ricos e os pobres. Parece evidente que temos que criar uma nova forma de mundialização para impedir que a "mão invisível" dos mercados se torne num "punho invisível"".

Dominique Strauss Kahn assinou aqui a sua sentença de morte, pisou a linha vermelha, por isso foi armadilhado e esmagado."

Sunday, May 29, 2011

We are one

Tuesday, May 17, 2011

Céu :: Espaçonave :: Circo Voador :: 16/01/2010

"
Pode mandar embrulhar que
Eu quero te levar pra viagem
Voltar pra nave mãe pra despressurizar
Deixar o sol me beijar, me beijar
Pra não deixar o seletor oscilar
E sintonizar freqüência errada"

Wednesday, May 04, 2011

A Boa Esperança de Portugal

por João Medeiros


"Em tempos houve um obstáculo mítico nas navegações – o Cabo das Tormentas, que separava o Oceano Atlântico do Oceano Índico - onde, conta a lenda, habitava um monstro chamado Adamastor.


Segundo a mitologia, esse gigante era Filho de Terra e de Zeus (Júpiter) e foi transformado em promontório por se ter rebelado contra o seu pai. Impedia qualquer embarcação de entrar nos seus domínios, através de tormentas e tempestades tenebrosas – que eram fruto do seu choro.


Durante várias épocas, o Cabo das Tormentas representou os limites do fim do mundo e a fronteira dos sonhos dos portugueses. Até que um primeiro navegador, Bartolomeu Dias, conseguiu ultrapassar essa barreira, abrindo caminho para a tão desejada Índia, cheia de riquezas e especiarias.


Aquele gigante rochedo passou a designar-se doravante Cabo da Boa Esperança, como sinal de que, por vezes, os piores medos quando ultrapassados representam também as nossas maiores vitórias e alentos.


Quando me perguntam, enquanto astrólogo e português, o que penso destes tempos tempestuosos que atravessamos digo que este é o nosso Cabo da Boa Esperança. O segundo da História e, provavelmente, o mais importante de sempre.


É verdade que astrologicamente esta (2011-2013) é a maior crise “plutónica” que passamos desde a Revolução de Abril. E que vai exigir um mergulho duro e extraordinário de “psicoterapia” colectiva a um povo, com naufrágios e sacrifícios inevitáveis.


Mas acontece também que é agora ou nunca que o país se pode curar, ultrapassar e transcender. Regressando às suas bases e definindo bem os alicerces e valores que verdadeiramente sustentam o país.


Isto implicará, por exemplo, valorizar os melhores sectores exportadores, entre mil outras acções, que felizmente muitos economistas e empresários portugueses começam a defender de modo sustentado na praça pública. Esta é, aliás, a altura para todos agirem e participarem.


Apesar de ser um país “velho”, Portugal não está condenado a “morrer” agora ou a definhar moribundo. Bem pelo contrário: os próximos 27 anos poderão até corresponder ao seu maior auge cultural e intelectual de sempre, a chegada às “Índias” das Ciências e das Artes.


Acredita que isto é possível? Não se trata de propriamente de um “El-Dorado” consumista, mas a hipótese de uma iluminação colectiva, científica e espiritual, o momento mais glorioso de toda a sua História. Sim, é difícil, não está garantido - exigirá muita humildade, simplicidade, coragem e trabalho - mas é este o propósito último de Portugal.


Já diziam visionários como Agostinho da Silva ou Fernando Pessoa, eles próprios, representantes da excelência filosófica tão típica do nosso país, profundamente ligado ao arquétipo de Peixes.


Existem de facto argumentos históricos, astrológicos, sociológicos, psicológicos e até matemáticos para acreditar nesta verdade. Portugal não terminará a sua obra antes de 2166, e ainda está a completar a sub-fase Jovem (1974-2038) da sua fase Republicana (1910-2166), um ciclo de sabedoria espiritual e desapego material – o seu último ciclo de vida.


Na realidade, este é seu o momento mais significativo de sempre porque poderá corresponder à entrega ao mundo – através de diversas personalidades portuguesas de eleição – de enormes tesouros como brilhantes livros, concertos, monumentos, músicas, inovações tecnológicas e descobertas científicas de grandes consequências para a humanidade.


Entre outras funções, o nosso país sempre serviu de grande aglutinador. Portugal uniu o mundo e serviu como ponto de convergência de continentes. E é muito possível que consiga ainda um feito impensável: a fusão da Espiritualidade, com a Ciência e com a Arte.


Já imaginou Portugal actual como templo espiritual, sala de espectáculos, palco mundial de congressos, centro de formações e reuniões internacionais? Se reparar, é já um pouco isso que tem acontecido com eventos como a Expo-98, Rock-in-Rio, Euro 2004, Cimeira da Nato, entre muitos outros.


Já reparou também que muitos portugueses têm um reconhecimento internacional arrebatador, quer em áreas artísticas, literárias, científicas ou desportivas? Porque, na verdade, existe uma genialidade portuguesa latente, atendendo às múltiplas influências culturais que formam a sua identidade.


É muito provável que Portugal – na sua dimensão territorial modesta – ainda dê contributos gigantes e preciosos ao mundo. Não só é possível, como é matematicamente explicável, pela lógica dos grandes ciclos planetários.


Mas até esse auge acontecer de forma inequívoca, ainda teremos que dobrar o actual desafio, com fé, engenho e muita coragem… o Cabo da Boa Esperança!"

Um abraço

João Medeiros


CEIA - Centro de Estudos e Inovação em Astrologia

Sunday, May 01, 2011

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"Freedom is not procured by a full enjoyment of what is desired, but by controlling the desire."